Boa dia, galera!
Gente, li um livro maravilhoso, na verdade são 3, uma série chamada "Os quatro cantos do mundo". Nele, é contado a história da civilação inca desde épocas antes da chegada dos europeus. Descreve como era a sociedade inca, sua história, o estrato social, a religião. E a história se passa entre a realeza e os sacerdotes inca, que previam a chegada e as consequências do domínio espanhol.
E desde que eu o li, fiquei com várias passagens na cabeça, especialmente uma frase - A disciplina é a guardiã da paz de espírito. Semanas depois, um amigo no Facebook compartilha este interessante texto sobre a geração Y no blog da revista Época.
Os incas são conhecidos pelo seu desenvolvimento tecnológico e por serem amantes e grandes observadores da natureza; e assim, conseguiam compreender os ciclos da vida, a evolução dos indivíduos e da sociedade, a principalmente, a importância da disciplina e da espera.
MAs nós, ocidentais modernos que somos, cada vez mais vamos nos distanciando da natureza, dos circulos familiares, e da tal disciplina que poderiamos ter aprendido nas aulas de educação física e artística (ou porque também não na convivência entre jovens e idosos ?): trabalhamos muito porque consumimos muito, queremos o melhor que há no mercado, queremos ser o supra-sumo em todas as atividades, nossos filhos tem que ser os melhores alunos, minha casa ter que ser a mais bonita, quero ter o máximo de amigos nas minhas redes sociais... E a consequência está aí: estamos vivendo numa sociedade cada vez mais doente, ansiosa, e que parece ter perdido os valores de solidariedade e tolerância. Casamento são desfeitos, os laços familiares vão se dissolvendo, idosos e jovens não convivem. E o mais preocupante: não dá o devido valor, tempo e formação para o desenvolvimento da disciplina ao valorizar o ganho rápido e mais estrondoso.
E qualquer esportista, estudante de exatas (deveria, né...) e artesão sabe que não há talento se mantenha sem a disciplina: é necessário o estudo, a prática e não ter a vergonha nem a malandragem de se desfazer de algum resultado que não seja próximo do ideal, mesmo que isso signifique a perda de algumas horas de dedicação. Também nos permite ter a percepção, humildade e a tolerância de respeitar o processo de aprendizagem do próximo, seja ele quem for.
É ou não é um assunto para ser pensado? Ainda nós mulheres, mães, professoras, e tantos outros papeis que nos é exigido... Bom, mas vou parar por aqui que é assunto para um outro post!
Beijos,
Micha
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